sexta-feira, 25 de julho de 2014

Prisões arbitrárias. Ditadura do PT?




Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho


Já sabíamos que a campanha seria pesada, mesmo assim sempre nos surpreendemos quando a guerra começa. 

Sobretudo porque ela, a baixaria, não chega vestindo trajes típicos. Não chega exibindo o logotipo “baixaria” na testa. 

Ela vem travestida de reportagens “imparciais” e de notas em colunas políticas. 

Os jornais amanheceram hoje com tantas manipulações que chega a dar medo. O núcleo da campanha tucana voltou para onde sempre esteve: as redações da grande imprensa. 

Até aí tudo bem. Sabíamos que seria assim. O problema é o método. O Globo parece ter encarnado o espírito de Joaquim Barbosa. Ou melhor, agora vemos que Joaquim Barbosa encarnava, na verdade, um demônio cevado nos porões da Vênus Platinada. 

Sobrou até para a OAB-RJ e para a Comissão da Verdade do Rio. 

A grande imprensa não é muito criativa. Ela vai usar o método que já deu certo. Criminalizar, dividir, constranger. Com ajuda de seus tentáculos no Estado, que são muitos e poderosos. 

O caso dos 23 ativistas presos – e agora soltos sob habeas corpus – é emblemático. A questão não é a culpabilidade dos mesmos, que deveria ser analisada com tranquilidade por juízes isentos. 

A questão é a atmosfera irrespirável de linchamento, criada deliberadamente por vazamentos seletivos de um inquérito cujo acesso foi dado a um jornal antes mesmo de chegar às mãos dos próprios advogados de defesa. 

Conversas íntimas entre advogados e seus clientes são expostas publicamente, num contexto agressivamente manipulador. 

A relação entre Estado e indivíduo, num processo penal, é sempre assimétrica. O Estado tende a esmagar o indivíduo. Quando a imprensa se alia ao Estado contra um ou mais indivíduos, deixa de ser apenas mais uma assimetria. Torna-se um massacre. Uma covardia insuportável. 

A condenação midiática é muito mais perigosa, muito mais pesada, que a condenação judicial, porque a Justiça, mal ou bem, segue regras. A mídia, não. 

Os 23 ativistas, por exemplo, mesmo se condenados, não pegariam mais que três anos de prisão. Como são réus primários, poderiam responder em liberdade ou cumprir penas alternativas. O clima pesado de linchamento, porém, pressiona o Judiciário a mantê-los fechados num presídio. 

Ou a tratar garotos (talvez) apenas irresponsáveis como agentes perigosos da desordem e da subversão. 

Parte da esquerda governista permanece extremamente ressentida – com carradas de razão – pelas consequências negativas causadas pela violência nas manifestações. Criou-se um clima de instabilidade política e abriu-se espaço para uma forte reação conservadora. 

Entretanto, a gente viu o que aconteceu no ano passado. Não podemos fazer 23 bodes expiatórios, 23 garotos, pagarem por um fenômeno de massa. 

No auge dos protestos, um colunista do jornal O Globo divulgou em suas redes sociais que os depredadores eram os “únicos que o representavam”. Ele não apenas elogiava aqueles que depredavam lojas. Ele os alçava a condição de herois. 

Um âncora respeitado de uma grande emissora apareceu em vídeo conclamando a depredação de patrimônio público e privado. 

Um dirigente da Rede foi flagrado “pressionando” uma barra de ferro contra a estrutura do Itamaraty. 

Se é para condenar, então teríamos que prender todas essas pessoas. Prender garotos porque operavam redes sociais e convocavam pessoas a vir às ruas, ou prender uma advogada porque “emprestava” a casa para reuniões políticas, é loucura. 

A mídia insuflou as manifestações. Divulgava mapas, horários. O próprio twitter da Globo era sempre misteriosamente hackeado, e utilizado por supostos “rebeldes” para convocar protestos populares. 

O Globo chegou a dar quase página inteira a protestos de uma ou duas pessoas. 

A direita mastigou os manifestantes, bochechou-os e agora os cospe no meio da rua. E quer faturar eleitoralmente posando de paladina do “Estado Democrático de Direito”.

A violência política que finge abominar, a direita leva para a esfera judicial e midiática. Ao ridicularizar o desespero da advogada que pediu asilo ao Uruguai, a mídia pratica um sadismo maquiavelicamente calculado. Qual o sentido em aterrorizar uma pobre senhora? 

Tensionados, nervosos, assustados, alguns garotos se reúnem num canto da UERJ e repetem jargões marxistas, assim como fazem estudantes no mundo inteiro, sem nenhuma consequência prática, e o Globo descreve o encontro como se estivesse diante de um embrião da Al Qaeda. 

Por que o Globo criminaliza apenas os radicais de esquerda? 

E todos aqueles que pregavam a derrubada violenta do governo para implantação de uma nova ditadura militar? 

As redes sociais estão repletas de psicóticos violentos, a começar pelos comentaristas presentes nos próprios portais da grande imprensa. 

Cria-se uma enorme confusão. Os pais dos jovens presos não sabem o que está acontecendo. Até pouco tempo, seus filhos eram herois nacionais da mídia e da intelectualidade acadêmica. De um dia para outro, se tornam párias da sociedade. 

Como assim? A Folha de hoje revelou que todas as acusações contra os ativistas vieram de uma única testemunha de acusação. Não diz quem é. 

Os internautas me perguntam, perplexos: ora, Miguel, você acha que eles não fizeram o que fizeram? Você não vê que eles fizeram o jogo da direita? Deixe de ser “bonzinho”, Miguel! 

Um outro, fã antigo do blog, cancela a assinatura e diz que eu estou defendendo “fascistas”. 

Ora, a diferença entre um fascista e um não-fascista é justamente essa: em se tratando da defesa de um tratamento digno, por parte da mídia e do Estado, um não fascista defende até mesmo um fascista. 

Um autêntico democrata defende até mesmo o seu antípoda ideológico. 

Isso não quer dizer complacência com o crime. Se houver provas de que pessoas planejavam atos de violência, então que o caso seja julgado com rigor e bom senso, considerando o contexto e a temperatura política do momento. 

Me parece claro, todavia, que devemos evitar que haja contaminação política ou eleitoral de casos que envolvem a liberdade de cidadãos brasileiros. Os brasileiros precisam incorporar um dos princípios elementares do direito moderno e humanista: é melhor deixar mil culpados em liberdade, do que tolher a liberdade de um inocente.

Se havia medo de uma grande manifestação violenta no último dia de Copa, que se mantivessem os suspeitos sob vigilância durante as horas críticas. 

Não vale usar o argumento, este sim fascista, de que há milhares de pessoas presas injustamente no Brasil, então não deveríamos nos preocupar com mais esses 23. 

Não vale usar o argumento de Luis Barroso, ministro do STF, para negar prisão domiciliar a um cardiopata, alegando que há outros presos doentes que poderiam estar em domiciliar e não estão. Não é por aí. 

O objetivo de um Estado Democrático de Direito é reduzir as iniquidades, e não “democratizá-las”. Não há sentido em “democratizar” a injustiça. 

O Estado tem o dever de proteger a maioria de violências perpetradas por minorias. A democracia pressupõe a hegemonia da maioria. Mas pressupõe também o respeito absoluto aos direitos e à dignidade de todo cidadão. 

Por outro lado, os ativistas precisam ter consciência que eles também foram postos numa armadilha. O discurso de que vivemos uma “ditadura” é uma falácia. Não vivemos. Muito menos uma “ditadura do PT”. 

Os ativistas foram processados por um Judiciário independente. Independente, falho, conservador, vulnerável à pressão de uma mídia monopolista e antidemocrática. Mesmo assim, independente.

Importante frisar: eles ainda não foram condenados. Como partido de governo, o PT não pode e não deve aceitar as constantes provocações para que entre em conflito com o Judiciário. 

As condenações dos ativistas não são “culpa do PT” ou do ministério da Justiça. São decisões que emanam de magistrados com nome, sobrenome e ideias próprias. E a maioria dos juízes, por questão de classe, não gosta do PT. O PT não tem nada a ver com isso. 

O problema aqui é outro. O problema aqui é que vivemos um momento de acomodação democrática, de um lado, e de testes dos limites da liberdade, de outro. Testes que geram tensionamento político e social. 

Não há ditadura. Estamos sob uma democracia. Uma democracia repleta de injustiças, arbitrariedades, corrupção e monopólios. Uma democracia, enfim, como qualquer outra. 

Uma democracia onde se pode criticar qualquer governante e qualquer poder. 

Uma democracia onde se pode questionar, sim, uma decisão judicial. 

Uma democracia onde se pode protestar contra qualquer coisa, a qualquer momento, em qualquer lugar. 

Uma democracia onde não é (ou não deveria ser) crime fazer política. Onde não é crime assumir posições ideológicas, mesmo radicais. Onde não é crime ser militante político. Onde não é crime ser ativista. É crime, sim, depredar patrimônio público ou privado. Mas não é um crime político. É um crime comum. 

O único crime realmente político numa democracia é sabotar o processo democrático. Esse crime foi cometido há cinquenta anos, pelas mesmas empresas de mídia que usam o capital político e financeiro usurpados na ditadura para posar, hoje, de paladinas da democracia. 

Como que para provar minha tese, Merval Pereira cita duas vezes os blogs em sua coluna de hoje, tentando desqualificar o seu papel num debate politico plural. Não deixa de ser divertido ver a toda-poderosa Globo, com seus milhares de funcionários e seu faturamento de bilhões por ano, polarizar com blogs operados artesanalmente por cidadãos sem conexões partidárias, sindicais ou empresariais.

O Brasil sob a neblina da guerra






Qualquer semelhança com o bombardeio indiscriminado destinado a inocular o sentimento de rendição inconcicional em populações civis não é mera coincidência.



Por Saul Leblon, no site Carta Maior


A expressão ‘a névoa da guerra’ é uma metáfora do elevado grau de incerteza que cerca o campo de batalha no momento que antecede o conflito.

Seu formulador, Carl von Clausewitz (1780/1831), um general prussiano ilustrado, amante da filosofia e da literatura, tutor do príncipe herdeiro Frederico Guilherme IV, é autor de outra máxima de reconhecida pertinência na compreensão dos conflitos modernos: ‘a guerra é a continuação da política por outros meios’.

A névoa da guerra recobre o noticiário brasileiro nessa antessala da eleição de outubro. A neblina da desinformação é tão espessa que ofusca a própria visão do campo progressista sobre seus desafios e possibilidades.

A mídia não reflete apenas a incerteza da disputa; ela é a principal usina irradiadora das nuvens de pessimismo através das quais, para glosar Clausewitz, a política se transforma na continuação da guerra por outros meios.

Os desequilíbrios inscritos no crescimento brasileiro dos últimos anos – sobretudo a endogamia entre juros altos e câmbio valorizado, que atrai capitais especulativos, encharca o mercado de dólar, barateia importações e comprime a indústria local — não explicam o belicismo do noticiário.

Sua determinação, na verdade, é criar um ambiente de prostração eleitoral. Tornar a sociedade refém do pânico próprio das presas enredadas em tragédias inelutáveis e incompreensíveis.

Qualquer semelhança com o bombardeio indiscriminado destinado a inocular o sentimento de rendição incondicional em populações civis não é mera coincidência. Israel o faz com artefatos explosivos. A emissão conservadora, com manchetes.

No caso específico da economia brasileira, a manipulação de uma cortina de fogo de adversidades e revezes é operada de forma a impedir que o eleitor alcance o discernimento das grandes questões em jogo na disputa eleitoral em curso.

Em primeiro lugar, o discernimento histórico de que contradições macroeconômicas são inerentes ao capitalismo. Em segundo lugar, que hoje elas estão exacerbadas pelo movimento errático de massas descomunais de fluxos financeiros, engalfinhadas na disputa virulenta por um pedaço da riqueza global. Que foi diminuída ao longo de seis anos de colapso da ordem neoliberal. 

Em terceiro lugar, trata-se de naturalizar as relações de um capitalismo sem freios, para desautorizar agendas alternativas. Faz parte dessa mutação ‘esquecer’ que já não foi assim nos seus próprios termos.

Mas não foi.

Há exatamente 70 anos, em 22 de julho de 1944, o acordo assinado em Bretton Woods –que o neoliberalismo cuidou de sepultar na década de 80— visava impedir o que predomina agora. Ou seja, a lógica de um capitalismo ensandecido em sua própria liberdade.

Que submente nações aos desígnios da mobilidade extorsiva dos capitais, sonegando-lhes instrumentos para ordenar seu fluxo na economia, ademais de negar-lhe o poder de comando sobre variáveis cruciais do desenvolvimento, como as políticas monetária, fiscal e cambial.

A libertação dos demônios reprimidos em Bretton Woods não sepultou apenas os alicerces do Estado do Bem-Estar Social.

Ela ameaça conduzir a humanidade a um estágio de indiferenciação regressiva entre a ordem jurídica, o sistema político e a hegemonia irretorquível dos mercados financeiros. Já vivemos isso antes quando o dono da terra era o dono do servo, o dono da lei, o senhor da vida e da morte.

No absolutismo moderno, Estados e nações são chantageados incessantemente pelos mais diferentes marcadores da cobiça e das expectativas manejados pelos mercados financeiros desregulados. Não só as bolsas, os mercados futuros e as agências de risco, mas também a mídia associada.

Tangidos pela volatilidade ininterrupta de variáveis que não controlam –e cuja coordenação exigira um poder de comando estatal demonizado como ilegítimo— governantes se veem obrigados a elevar a taxa de juros a níveis recessivos para evitar a fuga de capitais; a política cambial escapa-lhes pelos dedos; oscilações adversas nas paridades ora desencadeiam a perda da competitividade manufatureira, ora impõem o arrocho salarial sobre as famílias, ademais da perda do poder de compra nas relações de troca internacionais.

Um governante que acene com políticas de controle de capitais, estabilização cambial e cortes nas taxas de juros será comprimido até esfarelar por entre as pinças de um articulado alicate global e local.

Calcula-se que a estagnação dos negócios provocada pela crise de 2008 tenha acumulado atualmente nos caixas das grandes corporações norte-americanas cerca de US$ 7 trilhões em capitais ociosos. É só um dos reservatórios da liquidez circulante no planeta.

Capturar o Estado de uma economia com a envergadura que tem a brasileira interessa sobremaneira a essa riqueza fictícia, compelida a uma corrida de vida ou morte pelo planeta para alimentar a sua reprodução. É disso também que se trata nas urnas de outubro próximo. Disso e do seu contrário.

Ou seja, de construir uma política de investimento de longo prazo, que detenha o comando das variáveis que dão margem de segurança e previsibilidade ao cálculo econômico contra o tsunami externo.

Mais ainda.

De fazê-lo na era dos mercados desregulados, quando todo capital é capital estrangeiro e, independente da nacionalidade jurídica, opera contra barreiras de comando público e soberania democrática.

É disso que se trata também quando o jornalismo abestalhado de ideologia neoliberal menospreza a importância dos instrumentos de coordenação financeira criados na reunião de cúpula dos Brics, realizada agora no Brasil.

O que a neblina ofuscante da emissão conservadora providencia nesse acirramento da disputa é a interdição implacável da politização da economia, único antídoto à rendição incondicional aos mercados prescrita por seus candidatos do peito e da alma.

Faz parte desse boicote a greve do capital contra o investimento. Repita-se, a economia brasileira encerra desequilíbrios reais. Em parte derivados da transição em curso no cenário global (superliquidez de um lado, baixo crescimento do comércio, de outro).

Mas não são eles que explicam o recuo acelerado das inversões produtivas nos últimos meses, magnificado pelas sirenes do apocalipse midiático.

O principal impulso vem da disputa para alterar a correlação de forças da sociedade nas urnas de outubro. E desfrutar, a partir daí, das vantagens de um novo ciclo de expansão da riqueza sob auspícios da restauração neoliberal no Brasil.

Sugestivo desse braço de ferro é o resultado da pesquisa feita pela consultoria Grant Thornton realizada junto a 12.500 empresas, em 45 países, divulgado no mês passado. A enquete mostra uma dualidade paradoxal dos humores no país. Cerca de 20% dos executivos consultados aqui esperam piora no desempenho da economia nos próximos 12 meses. A taxa está acima da média global (15%).

Em contrapartida, 46% das companhias instaladas no Brasil garantem que vão ampliar seus investimentos em máquinas e equipamentos nos mesmos próximos 12 meses. Mais: 24% pretendem construir novas instalações no período. Os números são os maiores do mundo nos dois quesitos.

Nos EUA, investimentos em máquinas e equipamentos estão previstos nos planos de 43% das empresas, diz o levantamento da Grant Thornton --a taxa é de 37% no Reino Unido, 35% na Alemanha e 32% no Japão. Na China, o percentual cai a 29%; no México, o novo titã dos livres mercados, recua a 28% --bem abaixo da média global de 37%.

Os dados corroboram a percepção de que a neblina da guerra eleitoral ofusca a realidade subjacente à disputa.

O que as urnas de outubro vão dizer é quem terá a hegemonia na condução do novo ciclo de desenvolvimento na sociedade que reúne a 5ª maior extensão territorial do planeta, abriga mais de 200 milhões de habitantes, sendo 90 milhões de assalariados, tem uma renda per capita crescendo acima de 2% ao ano, em média, e consolidou um mercado de consumo popular que já representa 53% da população.

Uma economia que tem um encontro marcado com um pico de investimentos em infraestrutura entre 2015 e 2017, somando R$ 299,2 bilhões, ademais de uma espiral de produção de petróleo extraído das maiores reservas descobertas no mundo no século XXI.

A 'névoa da guerra' não borra apenas esses contornos do campo de batalha. Ela oculta os projetos de futuro em duelo no confronto. O fatalismo midiático trata um como populista. Consagra ao outro o título de passaporte para a redenção brasileira.

Deslindar o sentido dessa rotulagem aos olhos do eleitor implica romper a visão economicista que frequentemente contamina o próprio discurso do governo.

Não é uma questão retórica.

A politização das escolhas do desenvolvimento significa estender ao eleitor, de fato, a tarefa de ir além do voto, para no momento seguinte da urna se engajar na construção efetiva do destino sufragado. Ou este não se consumará.

Poços10: Arrocho que censurar blog!


A Fel-lha (*), que tem mau hálito porque a bílis apodreceu, publicou ontem (24) que o candidato tucano – até o momento – Arrocho Neves perdeu a terceira tentativa de censurar a internet.

Como se sabe, o Departamento de Imprensa, Propaganda e Censura em Minas é propriedade de Andréa Neves, irmã do Arrocho.

Entre os alvos de Arrocho está o Poços10, que presta um relevante serviço à causa da liberdade de expressão e à sagrada arte do deboche.

Porém, homem público não sofre dano moral.

Eis aqui alguns exemplos do talento do Poços10:



















Como evitar o golpe das pesquisas






O blog do haroldo reproduz artigo do professor no site Brasil Debate:




O que os números das pesquisas eleitorais revelam


Ao contrário do que as manchetes da grande mídia afirmam, os números das intenções de voto, considerando as seis pesquisas feitas pelo Datafolha esse ano, é impressionantemente estático. Isso apesar do ataque sistemático sofrido pelo governo Dilma, acusado de má gestão, desmando e corrupção


A campanha eleitoral mal começou, mas as análises “meio copo vazio” de Dilma já frequentam a grande mídia há muito tempo. A publicação de pesquisa eleitoral feita pelo Datafolha no último dia 18 foi razão para mais uma enxurrada de leituras desse tipo. Se a comunicação social deve ter uma função pedagógica, é mister mostrar que os números exibidos dão base também a outras interpretações, pelo menos para que o leitor/eleitor possa comparar, pesar e julgar.

Comecemos pelos números das intenções de voto. O quadro geral que transparece, ao tomarmos como um todo as seis pesquisas eleitorais feitas pelo citado instituto, desde meados de fevereiro deste ano, é impressionantemente estático, ao contrário do que as manchetes dão a entender. Não houve mudanças significativas da última pesquisa, coletada nos dias 1 e 2 de julho, para a atual, coletada nos dias 15 e 16 de julho.

Tampouco da penúltima, ou da antepenúltima. Todos os candidatos mantiveram-se dentro da margem de erro, ainda que, há de se notar, o cálculo das margens de erro feito pelos institutos, de 2% a 4%, seja incerto, pois a pesquisa utiliza metodologia de cotas e não puramente probabilística.

Na verdade, ao tomarmos as seis pesquisas em conjunto, notamos que Dilma somente caiu nas intenções de voto, de 44% para 38%, da primeira pesquisa, 19 e 20 de fevereiro, para a segunda, 2 e 3 de abril. Desde então, a candidata tem se mantido em torno dessa marca.

Por seu turno, Aécio Neves somente subiu, de 16% para 20%, da segunda para a terceira pesquisas, feitas nos meses de abril e maio, respectivamente. Desde então tem se mantido estático nos 20%, pesquisa após pesquisa. Eduardo Campos parece, à primeira vista, o que mais variou, pois a curva de seu gráfico pelo menos se mexe, mas sempre dentro da margem de erro.
Começa a série com 9%, em fevereiro, e acaba com 8%, na última pesquisa.

O que esses dados querem dizer? Entre outras coisas, que as preferências dos eleitores não estão mudando rapidamente. Há certa expectativa ou paralisia do eleitorado, o que é compreensível, dado que, no primeiro semestre desse ano, a Copa do Mundo da FIFA ocupou grande parte do noticiário. Esses dados também revelam o tão comentado impacto da Copa do Mundo nas percepções políticas do eleitorado. Na verdade, mais correto seria falar em falta de impacto, pois o que se constata é que o evento não alterou as preferências dos eleitores frente aos candidatos.

Mas isso não se deu em um contexto neutro. Pelo contrário, a grande mídia moveu uma forte campanha contra a organização do evento, culpando o governo federal, quando não Dilma diretamente, por supostas falhas, atrasos, corrupção, promessas não cumpridas e má administração. Tal campanha negativa ecoou fortemente nas mídias internacionais, que também passaram a projetar expectativas de catástrofe para a Copa do Brasil. Esperava-se o fracasso e que esse fracasso fosse cobrado de Dilma.

A Copa foi, contudo, um sucesso, o que aparentemente cancelou os efeitos da campanha negativa da mídia sobre as intenções de voto em Dilma. Outro dado importante a se notar é a rejeição dos candidatos. Aqui, os jornais chamaram bastante atenção para o fato de Dilma ter um índice de rejeição, 35%, que é praticamente o dobro do de Aécio, 17%, e três vezes o de Eduardo Campos, 12%.

Novamente, a informação só vem pela metade, pois o índice de rejeição tem que ser pesado juntamente com o índice de conhecimento que o eleitorado tem do candidato, e esse dado não foi apresentado, ainda que saibamos que o de Dilma, pelo simples fato de ser presidente, é quase 100%, enquanto Aécio e Campos têm índices muito menores.

As conclusões a serem tiradas desse quadro são nada óbvias. Se as coisas continuam mais ou menos da maneira como estão, Dilma teria atingido o teto de sua rejeição, pois o eleitorado já a conhece e já tem alguma opinião formada sobre ela. Já Aécio e Campos têm um caminho pela frente. Ao se tornarem mais conhecidos certamente verão seus índices de rejeição também aumentarem.

Mais uma vez, precisamos levar em consideração o contexto informacional. Até o momento, o governo Dilma e o partido da presidente, o PT, têm sofrido um ataque sistemático da grande mídia, acusados de má gestão, desmando e corrupção, enquanto os candidatos da oposição são tratados de maneira bem mais leniente, quando não francamente simpática. Ou seja, com raríssimas exceções, tudo o que o público de eleitores recebe são notícias ruins sobre o governo, acrescidas de uma cobertura que pinta o País em franca crise econômica e política, a despeito de todas as evidências em contrário.

Compondo a situação, o governo federal tem tido dificuldade em comunicar ao eleitorado notícias positivas de sua gestão e do País como um todo. A despeito do bloqueio midiático, o governo tem em suas mãos instrumentos de comunicação, ainda que limitados, mas essas informações parecem não chegar à população. Talvez embevecido por suas seguidas vitórias eleitorais, o PT também parece ter aberto mão, desde o primeiro governo Lula, de cultivar meios de comunicação que constituam alternativas reais para o grande público. Em suma, do ponto de vista informacional, estamos no pior momento possível para a candidatura da situação.

Isso não quer dizer que as coisas vão necessariamente melhorar para Dilma. Em breve, contudo, sua candidatura terá no horário eleitoral gratuito, no qual contará com muito mais tempo que qualquer oponente, uma chance real de informar os eleitores e assim resistir à avalanche de propaganda negativa da qual é objeto.

É claro que os candidatos da oposição aumentarão o tom das críticas. O mesmo devemos esperar da grande mídia, que tende a repetir o comportamento extremamente militante das eleições passadas. Enfim, entramos no período abertamente político do calendário eleitoral, no qual as máximas maquiavelianas da virtude e da fortuna imperam. O resultado do pleito de 2014 está longe de estar determinado. Vamos ao jogo!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Velhas práticas não morrem






              O "passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo" que por razões técnicas sobrevoou outras áreas nos últimos tempos acaba de se aninhar no seu galho favorito. E ficou estarrecido ao ouvir comentários de que velhas práticas (e não só velhas amizades e parcerias), sobreviveram e, o que é ainda mais grave, com a complacência de órgãos e instituições que deveriam zelar pelo bem público, em especial, pelos parcos recursos municipais.

         Entre uma cerveja e outra os politizados frequentadores  do púlpito mais comentado da cidade (à frente do passeio da Casa de Fiinho) mostram-se estarrecidos com supostas notícias de que certo vereador, sério candidato à Presidência da Câmara com apoio explícito do atual alcaide, recebe benesses dos cofres municipais para bancar sua viagem ao município em que cursa uma faculdade.

         Segundo a fonte que sussurrou a suposta denúncia (tão baixo, mas não o suficiente para o atento ouvido do "passarinho"), um veículo provavelmente da Secretaria de Saúde é o transporte usado pelo vereador para se deslocar para a cidade de Paripiranga. O mais absurdo é que o Pálio zero é facilmente identificado já que é plotado com a marca da prefeitura.

         Isso mostra o péssimo exemplo do alcaide e do ex-presidente da Câmara no respeito aos gastos dos recursos públicos. Mostra, também, que o prefeito Tarcísio Pedreira, que recusou oferecer transporte para todos os alunos só voltando atrás devido a luta dos estudantes e da denúncia desde blog objetivava prejudicar os estudantes.

         A prova é que agora, supostamente, coloca à disposição de um único aluno, todas as semanas, um veículo que deixa o município às quintas-feiras (com motorista) e permanece em Paripiranga até o sábado. Sendo verdadeira esta denúncia (que deve ser fruto de uma investigação por parte da Câmara de Vereadores, independentemente do beneficiário ser membro da Casa), o prefeito comete um crime e pode ser processado por improbidade administrativa.

         Além dessa denúncia (ainda não comprovada) do uso de bem público para interesse particular, o "passarinho do pé de fícus do Bar de Osvaldo" ouviu, também, que o prefeito Tarcísio Pedreira e o ex-prefeito José Mauro de Oliveira relevaram suas desavenças - pessoais, políticas e familiares - e reataram antigos laços e estão de braços dados. Motivos para essa suposta aliança seria o apoio de ambos ao candidato do DEM, Paulo Souto ao Governo do Estado.

         Relembro aos leitores a entrevista (abaixo) e sua repercussão dada pelo ex-prefeito a este blog contra os que hoje, supostamente, voltam aos seus braços, ou ao contrário. Vamos esperar por mais informações. Mas de qualquer forma leiam o que dizia "Maurinho' de seus (à época) inimigos políticos e pessoais).

Hora de Recolhimento

          As últimas 72 horas tem sido a caixinha de Pandora ou, no melhor da mitologia grega a tragédia e todos os males que sufocam, afligem e determinam a política queimadense, ao mostrar de forma "nua e crua" as mazelas que habitam o esgoto que liga o Executivo à parte do Legislativo no atual mandato.

         Uma simbiose ou associação que os une a todos os tipos de acordos, conchavos, falsidade ideológica entre tantos males que despertaram sob o peso da curiosidade de Pandora, no mito grego, a primeira mulher a chegar à terra.

          Do ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho que fez as pazes com seu lado guerrilheiro ao abater voos maus iniciados, aos abatidos vereadores Régis “Manequim” da Ambulância e Renato Varjão, e às piores aves que o ex-prefeito considera de rapina, o atual alcaide Tarcísio Pedreira e aquela que ele chama de execrável, “Mainha” a gestora das falcatruas.

         Foi um petardo, ou como diria um amigo “um tiro certeiro” na asa direita de ambas as aves que foram obrigadas a pousar. Vão esperar as asas cresceram, enquanto mantém um silêncio obsequioso. Nos próximos dias veremos se alguma recebeu chumbo mais profundo que a obrigue a um recolhimento mais prolongado.

          Duas dessas aves abatidas conseguiram respirar, mas recolheram seus arsenais e sinalizaram uma trégua. O vereador Líder do Governo, Renato Varjão simulou um ataque ao ex-prefeito, mas, no meio do texto reconheceu que o tiro foi certeiro e, contido, pediu Luz aos atiradores em nome, mais uma vez, do Senhor. “Que Jesus ilumine o coração de todos os cidadãos deste torrão, e que nunca me desampare! Tudo posso, naquele que me fortalece!”, pediu o vereador em súplica.

             Num ponto seu pedido tem razão: não é da conta de ninguém como ele gasta seu dinheiro em política. Contudo, ao assumir a dívida que fez sem explicitar para o seu eleitorado como pretende fazê-lo para quitar corre o risco de que todo o tipo de interpretação possa ser feito.

          Não há como um político justificar uma despesa de campanha caso não tenha como pagá-la. Todos sabem que R$ 5 mil, que é o salário de um vereador, não da para cobrir despesas de campanha. Então fica a pergunta: Quem quitará esta dívida? Jesus, a quem recorre sempre que é criticado ou acusado de alguma maldade, é que não será. Ou Será que Será?
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          O vereador Régis “Manequim” da Ambulância, agora mais conhecido como “Régis do Pulo” seguiu os passos de seu colega e utiliza-se de passagens da Bíblia para esconder seus mal feitos. O eleitorado, neste momento não está preocupado com a religiosidade do vereador que assumiu, de público, sua adesão ao executivo. O que todos querem é que ele prove que não recebeu R$ 80 mil dos atuais mandatários para aderir, conforme denúncia feita por Maurinho.

          E mais: surgem informações de que o vereador recebia dinheiro do Bolsa Família e que foi negado, agora, quando foi renovar. O vereador tem que vir a público esclarecer se os rumores (por enquanto) são verdadeiros ou não. O que se sabe é que nestes últimos 14 meses a renda familiar de Régis “Manequim” da Ambulância o descredencia a receber recursos do Bolsa Família.

          Quanto ao prefeito Tarcísio Pedreira e sua genitora conhecida pela alcunha de “Mainha” não se espere que venham a se defender das acusações feitas pelo ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho, seu tio e irmão de sua mãe. Foram acusações graves e que a sociedade, em especial, os vereadores que honram seu mandato deveriam cobrar. Quarta-feira é dia de sessão. Leiam e critiquem como já de praxe este editor, mas, neste dia o esqueçam e peçam explicações e os convidem a se defenderem perante a Tribuna dessa Casa.

E agora, prefeito! Vai responder ao seu tio?
       
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O 3 x 4 do "Régis do Pulo" o novo campeão olímpico e o prefeito: por que choras?





          O Comitê Olímpico Brasileiro – COI – já tem seu representante para o salto triplo nas Olimpíadas de 2016 com a garantia de Medalha de Ouro para o Brasil: o atleta Régis “Manequim” da Ambulância que nas horas vagas travestido de vereador envergonha uma Casa que já teve tradição e hoje não passa de uma sombra esmaecida do que já representou para o povo de Queimadas.

            A Mesa da Câmara não pode se furtar a abrir um processo por falta de Decoro Parlamentar. É uma oportunidade que a Casa tem para se redimir dos erros, ausências, omissões e puxa-saquismo desavergonhado que tem praticado ultimamente. Não se pode coexistir com fatos e atos dessa natureza. Pena que o COI não possa convocá-lo porque o seu “treino” no muro da Rádio Alternativa, à vista de todos não passou de uma manifestação equivalente à de moleques e malandros que pulam muros e cercas de chácaras para furtarem frutas.

Não se pode admitir que um membro do parlamento desesperado por ter sido acusado de público por seu antigo líder, de ter se “vendido” ao poder, escale um muro como se marginal fosse numa tentativa de invadir uma propriedade particular para agredir o ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho que concedia uma entrevista à Rádio Alternativa.

Isso se chama desespero e demonstração de que as acusações procedem. Um Vereador que se respeita sabe que a Tribuna da Casa é o local próprio para esbravejar contra quem quer que seja. Invadir uma propriedade pulando o muro e tentando agredir o entrevistado mostra, apenas, que as acusações têm fundo de verdade.

O espetáculo deprimente perpetrado pelo vereador Régis “Manequim” da Ambulância ou, como alguns já apelidaram de “Régis do Pulo” não pode passar em branco. O ato desrespeitoso e bizarro é considerado crime previsto em Lei: Invasão de Propriedade. E o pior: com o intuito de agredir o antigo aliado, hoje desafeto. O que pretendia o vereador Régis “Manequim” da Ambulância com seu gesto tresloucado ao ser acusado de ter recebido R$ 80 mil para dar apoio ao atual prefeito, Tarcísio Pedreira: agredir o ex-prefeito?

Este tipo de reação machista e, o que é pior, ao arrepio da Lei, pode até agradar alguns “gatos pingados” que vivem ao redor de políticos agitadores, ou até mesmo gente poderosa, a exemplo do prefeito Tarcísio Pedreira envolvido nas acusações do ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho.

Sim, porque se verdadeiras forem as acusações de que o ex-prefeito Tarcísio Pedreira “comprou” apoio e isso antes das eleições é mais uma acusação por prática eleitoral ilícita já que ele responde a outras. Mais o arranhão foi mais profundo do que se esperava. Nas críticas feitas a atual administração o ex-gestor não perdoou seu sobrinho, antigo aliado e hoje inimigo político, o prefeito Tarcísio Pedreira.

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Maurinho abate prefeito e vereador com acusações gravíssimas



Maurinho, como também é conhecido, criticou o que ele considera como o caos na área da Saúde no município ao revelar, por exemplo, o quanto é procurado diariamente pela população para resolver situações como de pacientes que necessitam de cirurgia e não encontram respaldo da secretária de Saúde, Indira Sales que nega até transporte para levar essas pessoas à Feira de Santana e Salvador.

Mas a acusação mais grave feita pelo ex-prefeito José Mauro de Oliveira Filho foi contra os desmandos de sua irmã e mãe do prefeito Tarcísio Oliveira, Maria Dolores, mais conhecida por “Mainha” considerada por muitos como a verdadeira “prefeita” do município tal seu nível de interferência na administração.

Dias antes, o prefeito Tarcísio Pedreira, numa investida contra todos os que fazem oposição ao seu governo, inclusive, e, principalmente, ao editor deste blog que denunciou uma série de irregularidades administrativas, como empenhos de combustíveis que, somados ao longo dos últimos nove meses, chegam a cifra astronômica de mais de R$ 3 milhões fez sérias acusações da Tribuna da Câmara de Vereadores. Entre elas, contra o ex-prefeito e seu tio, de ter vendido uma praça a um cigano.

“Antes de falar de qualquer secretário lembre-se da sua mãe que, como secretária de Educação e de Saúde durante meus governos desviou verbas de ambas as secretarias”, acusou Maurinho. E o mais grave, chamou “Mainha” de falsificadora. “Ela falsificava minha assinatura em cheques e em programas de governo que envolviam recursos para desviá-los para seu bolso, o que só descobrir mais tarde quando o “rombo” já era grande”, revelou.

A pergunta que se faz agora é quem deve ir à Tribuna da Câmara de vereadores ou à Rádio Alternativa se defender das acusações: “Mainha”, com seu jeito abobalhado e piegas de falar, sempre usando em vão o nome o Senhor para justificar as acusações de falcatruas feitas pelo seu irmão, enquanto gestora de recursos de duas secretarias, ou o próprio alcaide? Certeza maior é que ambos silenciem à espera de que a população esqueça as denúncias. É o medo de que o Ministério Público desperte de sua letargia e vá ao fundo de um pote que não parece ter fim.

E que o próprio Ministério Público aproveite a “deixa” do prefeito que, em nota oficial mandou recado a este blog de que não responderá à novas denúncias que forem feitas à sua administração e de que o editor deve procurar o MP. Não é papel da imprensa procurar o Ministério Público para denunciar supostas mazelas do atual alcaide. O papel da imprensa, e, portanto, deste blog é o de fiscalizar e denunciar nestas páginas virtuais, os supostos desmandos.


Cabem aos senhores vereadores ao tomar conhecimento das denúncias, investigar. Se encontrarem indícios abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, apurar os fatos e encaminhar o relatório para o MP. Já o Ministério, sem necessidade de aguardar o resultado da CPI pode abrir sua própria investigação e, se houver indícios de crime, encaminhar para o fórum adequado que é a Justiça. Este é o caminho que os dois órgãos devem trilhar. O resto é conversa para "boi dormir". Mas de barriga cheia.